Dra. Carolina Lourenço

Úlcera Venosa

A presença de uma ferida que não cicatriza nas pernas é um dos quadros mais desafiadores da medicina vascular, tanto para o paciente quanto para sua família. 

A Úlcera Venosa é o estágio mais avançado da insuficiência venosa crônica e representa não apenas um problema físico, mas um obstáculo para a liberdade de movimento e a autoestima.

Na consulta com a Dra. Carolina Lourenço, médica vascular em São Paulo, o objetivo é devolver ao paciente a sua qualidade de vida, aliando a tecnologia da medicina baseada em evidências a um atendimento humanizado.

O que é a Úlcera Venosa?

A úlcera venosa é uma ferida que ocorre geralmente na região próxima aos tornozelos (conhecida como “área de polaina”). Ela é o resultado de anos de pressão elevada dentro das veias das pernas.

Diferente de um ferimento comum, a úlcera venosa não fecha sozinha porque a circulação local está comprometida. 

O sangue, ao ficar “parado” na perna por falha nas válvulas ou obstruções, impede que o oxigênio e os nutrientes cheguem à pele, tornando-a frágil e propensa a se abrir ao menor trauma — ou até mesmo espontaneamente.

Este fenômeno é conhecido como estase venosa, onde o sangue pobre em oxigênio se acumula, gerando um ambiente tóxico para as células da pele. 

Este quadro clínico representa o estágio C6 da classificação CEAP, exigindo intervenção hemodinâmica imediata para reverter a hipertensão venosa ambulatorial.

Por que a Úlcera Venosa acontece?

A causa principal é a insuficiência venosa crônica não tratada. Quando as válvulas das veias não funcionam corretamente, o sangue reflui e causa um processo inflamatório crônico na pele. 

Os principais fatores que levam a esse estágio avançado incluem:

  • Varizes de Longo Prazo: Veias dilatadas que nunca foram tratadas adequadamente.
  • Sequela de Trombose (Síndrome Pós-Trombótica): Danos permanentes nas veias após um episódio de trombose. Nesses casos, a veia pode ter ficado obstruída ou suas válvulas foram destruídas pelo coágulo, tornando o retorno do sangue extremamente difícil.
  • Obesidade: O excesso de peso aumenta a pressão intra-abdominal, dificultando o retorno do sangue das pernas.
  • Sedentarismo: A falta de fortalecimento da panturrilha impede que o sangue seja “bombeado” para cima com eficácia. A panturrilha é considerada o nosso “segundo coração” e sua inatividade é um dos maiores agravantes da estase venosa.
  • Histórico de múltiplas gestações: Que causam sobrecarga venosa ao longo dos anos.

Como identificar os sinais antes da abertura da ferida?

Muitas vezes, a pele dá sinais de que está prestes a romper. Identificar esses sintomas precocemente na consulta vascular em São Paulo pode evitar esta complicação.

Fique atento a:

  1. Dermatite Ocre: Manchas amarronzadas ou avermelhadas ao redor do tornozelo. Essas manchas ocorrem devido ao extravasamento de hemácias para a pele, que liberam ferro (hemossiderina) e tatuam o tecido de forma definitiva se não tratadas.
  2. Lipodermatoesclerose: A pele torna-se endurecida, com aspecto de “couro”.
  3. Coceira e Descamação: Uma inflamação persistente (eczema) que não melhora com cremes comuns.
  4. Inchaço Crônico: Que não regride totalmente, mesmo após o repouso noturno.

Como tratar a úlcera venosa?

Antigamente, os pacientes com úlcera venosa viviam anos trocando curativos sem ver evolução. 

Hoje, a cirurgia vascular em São Paulo oferece procedimentos resolutivos que aceleram a cicatrização em tempo recorde:

Escleroterapia com Espuma Ecoguiada

É, atualmente, uma das técnicas mais eficazes para o tratamento de úlceras venosas. 

Através da aplicação de uma espuma medicamentosa guiada pelo ultrassom, conseguimos fechar as veias que causam a pressão na ferida. 

O procedimento é realizado no próprio consultório, sem necessidade de hospitalização, e os resultados na cicatrização costumam ser surpreendentes.

Endolaser e Microcirurgia

Em casos onde o refluxo da veia safena é o responsável pela úlcera, o uso do Laser Endovenoso permite selar a veia de forma minimamente invasiva. Isso reduz a inflamação local quase imediatamente, criando o ambiente perfeito para a pele se regenerar.

Terapia Compressiva Especializada

A compressão é o “pilar de ouro” no tratamento da úlcera venosa. A compressão auxilia o sangue a subir e reduz drasticamente o inchaço.

Vale lembrar que esta abordagem exige o acompanhamento especializado de um médico vascular.

Curativos de Alta Tecnologia

Aliamos o tratamento vascular ao uso de coberturas modernas que mantém o leito da ferida úmido e protegido contra infecções, estimulando o crescimento de tecido novo.

Dra. Carolina Lourenço: Referência em Saúde Vascular em São Paulo

Tratar a úlcera é devolver ao paciente a liberdade de sair de casa, de usar o calçado que deseja e de caminhar sem o peso de uma ferida aberta. 

Não adie mais o seu cuidado vascular. Se você ou algum familiar convive com uma ferida que não cicatriza, agende uma consulta com a Dra. Carolina Lourenço, médica vascular em São Paulo. 

Com o diagnóstico por USG Doppler realizado na própria consulta, você inicia o tratamento correto sem perda de tempo. A cicatrização é possível quando unimos o diagnóstico correto à técnica adequada.