Dra. Carolina Lourenço

Pé diabético

O diabetes é uma condição que exige atenção constante com diversos órgãos do corpo, mas os pés merecem um cuidado redobrado. 

O termo Pé Diabético refere-se a uma série de complicações que podem surgir nos membros inferiores de pessoas com níveis elevados de glicose no sangue, incluindo feridas que não cicatrizam, infecções e alterações na sensibilidade.

Na consulta com a Dra. Carolina Lourenço, cirurgiã vascular em São Paulo, o manejo do pé diabético é tratado como uma prioridade absoluta. 

O diagnóstico precoce e o acompanhamento do médico vascular são as ferramentas mais poderosas para garantir que o paciente diabético mantenha sua mobilidade e sua qualidade de vida.

O que é o Pé Diabético?

O pé diabético ocorre devido à combinação de dois problemas principais causados pelo diabetes mal controlado ao longo dos anos: a Neuropatia Diabética e a Doença Arterial Periférica.

A neuropatia afeta os nervos, fazendo com que o paciente perca gradualmente a sensibilidade nos pés. 

Isso significa que um pequeno corte, uma bolha causada por um sapato apertado ou uma picada de inseto podem passar despercebidos. 

Somado a isso, o diabetes agride as artérias, reduzindo o fluxo de sangue para os pés. Sem sangue oxigenado e nutrientes suficientes, a imunidade local diminui e a pele torna-se frágil, dificultando a cicatrização de qualquer ferimento. 

Quando uma pequena lesão não é sentida e não recebe sangue para cicatrizar, ela pode evoluir rapidamente para uma úlcera profunda ou infecção grave.

O que a maioria dos pacientes desconhece é que o vasinho é apenas a ponta de um “iceberg”. Ele pode ser alimentado por uma veia reticular, conhecida também como nutridora,  que está sob a pele, causando uma pressão local que gera o vasinho.

Por isso, tratar superficialmente o vasinho, sem se aprofundar no tratamento da veia que o está nutrindo, pode incorrer em recidivas no tratamento dos vasinhos.

Por que o acompanhamento vascular é vital para o paciente diabético?

Muitos pacientes acreditam que o controle do açúcar no sangue é o único cuidado necessário. 

No entanto, o médico vascular desempenha um papel indispensável na preservação dos membros, uma vez que isquemia não tratada pode levar à gangrena e à necessidade de amputação. 

O objetivo da cirurgia vascular moderna é intervir antes que o dano seja irreversível.

Principais sinais de pé diabético

O pé diabético não surge da noite para o dia. Ele é o resultado de um processo acumulativo. Os pacientes e familiares devem estar atentos a sinais que indicam que os pés estão em risco:

  • Perda de Sensibilidade: Sensação de “pisar em algodão” ou não sentir o toque nos dedos.
  • Deformidades nos Pés: Alterações no formato dos dedos ou da planta do pé, que criam pontos de pressão excessiva.
  • Pele Seca e Fissuras: O diabetes afeta as glândulas que lubrificam a pele, facilitando rachaduras que servem de porta de entrada para bactérias.
  • Mudança de Cor e Temperatura: Pés muito pálidos, azulados ou excessivamente frios indicam falta de circulação.
  • Unhas Encravadas e Calos: O que parece um problema simples pode ser o início de uma úlcera em um paciente diabético.

Como é o tratamento para pé diabético?

A medicina vascular evoluiu significativamente no tratamento das complicações do diabetes. Hoje, dispomos de técnicas minimamente invasivas para restaurar a circulação e promover a cicatrização:

Revascularização Endovascular (Angioplastia)

Muitas vezes, o pé diabético é causado pelo entupimento de artérias na perna. Através da angioplastia, a Dra. Carolina Lourenço utiliza cateteres e balões para desobstruir esses vasos sem a necessidade de grandes cortes. 

Ao devolver o fluxo de sangue para o pé, as chances de uma ferida cicatrizar aumentam drasticamente.

Desbridamento e Curativos Especiais

Quando uma úlcera venosa já está presente, é necessário remover tecidos sem vida e utilizar coberturas tecnológicas que combatem a infecção e estimulam o crescimento de tecido saudável. 

O acompanhamento rigoroso da evolução da ferida feita pelo cirurgião vascular é essencial para evitar a progressão da infecção para os ossos.

Vale ressaltar que o tratamento do pé diabético não é feito de forma isolada pelo médico vascular. 

É importante que haja uma integração com outras especialidades para o manejo clínico do pé diabético, como a endocrinologia, com o objetivo de manter a glicemia controlada, pois sem o controle metabólico a circulação e a cicatrização ficam sempre comprometidas.

A importância do exame físico, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do cirurgião vascular

No consultório em São Paulo, a Dra. Carolina Lourenço realiza uma avaliação minuciosa dos pés em cada consulta. Esse exame inclui a palpação dos pulsos, a avaliação da sensibilidade térmica e tátil, e a inspeção rigorosa de áreas de pressão.

Identificar uma artéria obstruída ou um ponto de atrito antes que a ferida apareça é o que define o sucesso do tratamento. 

O diagnóstico preciso permite classificar o risco do paciente e estabelecer um cronograma de visitas preventivas, evitando que pequenas intercorrências se transformem em emergências cirúrgicas.

A Dra. Carolina Lourenço possui vasta experiência em cirurgias de alta complexidade e no manejo de pacientes críticos. Sua atuação como preceptora de residentes confere a segurança necessária para lidar com os casos mais desafiadores de pé diabético em São Paulo.

Você é diabético ou cuida de alguém com a doença?

Não espere uma ferida aparecer para procurar ajuda. A prevenção é o único caminho seguro para evitar complicações graves. Agende seu check-up vascular em São Paulo.