Escleroterapia é um dos tratamentos mais conhecidos quando o assunto são vasinhos aparentes nas pernas, mas também é um dos que mais gera dúvidas, inseguranças e informações desencontradas.
Muitas pessoas chegam ao consultório com medo da dor, expectativa de resultado definitivo ou receio de efeitos colaterais.
Mas a verdade é que a técnica evoluiu muito ao longo dos anos, tanto em segurança quanto em conforto e previsibilidade de resultados.
Neste post, veremos os principais mitos e verdades sobre a aplicação para varizes e vasinhos, explicando como funciona o procedimento, o que realmente esperar e em quais situações ele se aplica.
A Escleroterapia dói? Verdades sobre o desconforto
A Escleroterapia costuma ser associada à dor intensa, mas essa é uma das ideias mais distorcidas sobre o procedimento.
Na prática, o desconforto existe, mas costuma ser leve e bem tolerável pela maioria dos pacientes. A sensação varia conforme o tipo de vaso tratado, o produto utilizado e a sensibilidade individual.
Alguns pontos importantes para entender melhor incluem, por exemplo:
- A picada da agulha é muito fina, semelhante a um pequeno beliscão;
- Pode haver ardor ou queimação leve durante a aplicação;
- Técnicas modernas reduzem bastante o desconforto,
- Em vasos maiores, pode-se utilizar espuma densa, que exige menos volume de medicamento.
O chamado esclero atual não é o mesmo de décadas atrás. Hoje, ajustamos concentração, técnica e ritmo de aplicação. Assim, o procedimento fica muito mais confortável.
Em muitos casos, o receio inicial é maior do que a experiência real durante a sessão.
Escleroterapia é definitiva? Entenda o que é mito e o que é verdade
Uma dúvida extremamente comum é se a Escleroterapia eliminará os vasinhos para sempre. A resposta correta é: os vasos tratados adequadamente não costumam voltar, mas isso não significa que novos vasinhos não possam surgir ao longo da vida.
Isso acontece porque:
- Existe predisposição genética para varizes;
- Alterações hormonais influenciam diretamente;
- Gravidez, sedentarismo e longos períodos em pé contribuem,
- O envelhecimento vascular é natural.
Dessa forma, a secagem de vasinhos tratados é real e eficaz. Porém, a doença venosa é crônica e é por isso que muitas pessoas realizam sessões de manutenção ao longo dos anos.
Afinal, encarar a Escleroterapia como um cuidado contínuo e não como uma solução isolada, ajuda a alinhar expectativas e aumenta a satisfação com os resultados.
Tipos de Escleroterapia: líquida, espuma e técnica individualizada
Nem toda aplicação para varizes é igual e esse é um ponto fundamental que muitas vezes o paciente não sabe. A escolha da técnica depende do calibre do vaso, da localização e do histórico vascular da pessoa.
As principais formas incluem, por exemplo:
- Escleroterapia líquida: indicada para vasinhos finos;
- Espuma densa: usada em vasos um pouco maiores, com maior eficácia,
- Combinação de técnicas em um mesmo tratamento.
A espuma permite maior contato do medicamento com a parede do vaso, potencializando o resultado com menor quantidade de substância.
Mas independentemente da técnica, o mais importante é a avaliação cuidadosa e personalizada, muitas vezes associada ao ultrassom Doppler, para garantir segurança e bons resultados.
Quando os resultados aparecem e como evoluem
Outro mito comum é achar que o resultado da Escleroterapia é imediato. Na realidade, o processo é gradual. Após a aplicação, o vaso que passou pelo tratamento entra em um processo inflamatório controlado até que o organismo o absorve.
Então, o que normalmente acontece é:
- Escurecimento temporário do vasinho;
- Pequenos hematomas podem surgir;
- A melhora visual ocorre ao longo de semanas,
- Costuma-se realizar uma avaliação do resultado após 30 a 60 dias.
Mas cada organismo reage de forma diferente. Por isso, em alguns casos, são necessárias mais sessões para alcançar o efeito que se deseja.
Transparência nessa explicação é essencial para evitar frustrações e garantir que o paciente compreenda o tempo natural do tratamento.
Quem pode fazer Escleroterapia e quando evitar
Apesar de ser um procedimento seguro, a Escleroterapia não é indicada para todas as pessoas em qualquer situação. Por isso, uma avaliação vascular adequada é indispensável antes de iniciar o tratamento.
Em geral, é indicada para:
- Vasinhos e microvarizes;
- Pessoas sem trombose ativa,
- Pacientes avaliados clinicamente.
É possível adiar ou evitar o procedimento em casos específicos, como gestação ou infecções locais.
Por isso, nunca deve ser feita sem orientação médica especializada. Afinal, a segurança está diretamente ligada à indicação correta e à experiência de quem realiza o procedimento.
Cuidado vascular com clareza, segurança e propósito
Acredito que cuidar da saúde vascular vai muito além da estética. Para mim, a Escleroterapia é uma ferramenta dentro de um plano de cuidado mais amplo, que respeita sua história, seu corpo e seu momento de vida.
Meu compromisso é oferecer informação clara, decisões compartilhadas e tratamentos baseados em técnica, segurança e experiência real de consultório.
Sou a Dra. Carolina Lourenço, Cirurgiã Vascular, Angiologista e especialista em Cirurgia Endovascular e acompanho de perto cada etapa do tratamento, desde a avaliação inicial até o acompanhamento dos resultados.
Atendo no Instituto IMJR, em São Paulo, em um ambiente pensado para unir tecnologia vascular, precisão diagnóstica e atendimento humano.
Meu objetivo é que você saia da consulta confiante, bem orientado (a) e seguro (a) sobre as escolhas para sua saúde vascular.
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