Doença arterial periférica é uma condição silenciosa que pode comprometer seriamente a circulação das pernas e afetar sua qualidade de vida.
Ela acontece quando ocorre o entupimento das artérias que levam sangue para os membros inferiores, reduzindo o fluxo sanguíneo e provocando dor, cansaço e até complicações graves.
Porém, muitas pessoas ignoram os primeiros sinais, acreditando ser apenas cansaço ou dor muscular comum.
No entanto, entender as causas, reconhecer os sintomas e buscar tratamento precoce faz toda a diferença para evitar a progressão da doença.
Doença arterial periférica: como acontece o entupimento das artérias
A doença arterial periférica ocorre principalmente por causa da aterosclerose, um processo em que placas de gordura, colesterol e outras substâncias se acumulam na parede das artérias.
Com o tempo, essas placas endurecem e estreitam os vasos, dificultando a passagem do sangue
Contudo, esse processo é lento e progressivo. A pessoa não sente nada no início. Mas quando a artéria já está significativamente comprometida, os sintomas aparecem, especialmente durante o esforço.
É comum que a dor surja sempre após a mesma distância percorrida. Isso acontece porque o músculo exige mais oxigênio ao caminhar e o sangue não consegue chegar na quantidade adequada. Essa dor típica recebe o nome de claudicação.
Alguns fatores aumentam bastante o risco desse quadro. Por exemplo:
- Tabagismo;
- Diabetes;
- Pressão alta;
- Colesterol elevado;
- Vida sedentária,
- Histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Quanto mais fatores associados, maior a chance de progressão.
Sintomas que merecem atenção
O sintoma mais conhecido é a claudicação intermitente: dor ou queimação na panturrilha que melhora ao parar. Mas a doença pode evoluir.
Com o passar do tempo, podem surgir outros sinais:
- Dor mesmo em repouso;
- Sensação de frio nos pés;
- Alteração na cor da pele;
- Feridas que demoram a cicatrizar;
- Unhas mais fracas,
- Redução de pelos na perna.
Nos casos mais graves, pode ocorrer isquemia, quando o fluxo de sangue fica tão reduzido que os tecidos começam a sofrer. Nessa fase, o tratamento precisa ser rápido para evitar danos maiores.
Afinal, ignorar esses sinais pode transformar um quadro inicialmente controlável em algo mais complexo.
Por que alguns pacientes evoluem mais rápido?
A doença arterial periférica não aparece de forma isolada. Ela faz parte de um contexto de saúde vascular como um todo.
O cigarro, por exemplo, agride diretamente a parede das artérias e acelera a formação das placas. O diabetes altera a qualidade dos vasos e aumenta o risco de complicações nos pés.
Além disso, colesterol alto, hipertensão, excesso de peso e idade acima dos 50 anos são fatores que contribuem para o avanço do entupimento das artérias.
Mas é importante lembrar que quem tem doença arterial periférica também pode ter maior risco de problemas cardíacos e cerebrais. Por isso, o acompanhamento deve ser cuidadoso e global.
Como é a avaliação
A consulta começa com uma conversa detalhada. Afinal, é essencial entender quando a dor aparece, quanto tempo dura e o que melhora.
Em seguida, avaliamos os pulsos das pernas e realizamos exames específicos. Um dos mais simples é o índice tornozelo-braquial, que compara a pressão do braço com a do tornozelo. Alterações nessas medidas sugerem obstrução.
O ultrassom Doppler é outro exame fundamental, pois ele permite visualizar o fluxo sanguíneo nas artérias em tempo real e identificar onde está o estreitamento.
Em alguns casos, exames complementares são solicitados para definir a melhor estratégia de tratamento.
Enfim, diagnosticar cedo significa ampliar as possibilidades terapêuticas e evitar complicações como a isquemia crítica.
O tratamento para a doença arterial periférica nem sempre envolve cirurgia
O tratamento depende do estágio da doença e do impacto na vida do paciente. Em muitos casos, começamos com medidas clínicas.
Entre as principais estratégias estão, por exemplo:
- Parar de fumar;
- Controlar rigorosamente diabetes e pressão;
- Ajustar colesterol;
- Implementar programa regular de caminhada,
- Uso de medicações específicas para circulação.
A caminhada orientada é parte do tratamento, pois ela ajuda a estimular a circulação e pode reduzir os sintomas de claudicação ao longo do tempo.
Quando as obstruções são mais importantes ou há risco de complicações, pode ser indicada a cirurgia endovascular.
Esse procedimento é menos invasivo, feito por cateter, com o objetivo de desobstruir a artéria por dentro e restabelecer o fluxo sanguíneo.
A decisão é sempre individualizada, considerando sintomas, exames e condições clínicas.
É possível prevenir?
Sim e esse é um ponto fundamental. É possível retardar a doença arterial periférica e até evitá-la em muitos casos com controle adequado dos fatores de risco.
Parar de fumar é a medida mais impactante. Controlar colesterol, pressão e glicemia também protege diretamente as artérias. Além disso, alimentação equilibrada e atividade física regular ajudam a manter os vasos mais saudáveis.
A prevenção não exige medidas radicais, mas constância. Pequenas escolhas diárias influenciam diretamente na saúde vascular a longo prazo.
Doença arterial periférica: um cuidado que vai além da perna
A doença arterial periférica não é apenas “uma dor ao caminhar”. É um sinal de que o sistema circulatório precisa de atenção.
Eu sou a Dra. Carolina Lourenço, cirurgiã vascular, angiologista e especialista em cirurgia endovascular e acredito em um atendimento claro, individualizado e baseado em evidências, mas também acolhedor.
No Instituto IMJR, em São Paulo, realizo avaliação completa, incluindo ultrassom Doppler na própria consulta, para que o paciente já saia com um direcionamento preciso.
Meu objetivo é preservar sua mobilidade, sua autonomia e sua qualidade de vida.
Por isso, se você perceber dor ao caminhar, se tem fatores de risco ou quer avaliar sua circulação, não adie!
Entre em contato com a clínica e agende sua consulta. Afinal de contas, cuidar da sua saúde vascular hoje é investir no seu bem-estar amanhã!