Dra. Carolina Lourenço

Doença arterial periférica

Doença Arterial Periférica (DAP): O que causa o entupimento das artérias da perna?

Doença arterial periférica é uma condição silenciosa que pode comprometer seriamente a circulação das pernas e afetar sua qualidade de vida. 

Ela acontece quando ocorre o entupimento das artérias que levam sangue para os membros inferiores, reduzindo o fluxo sanguíneo e provocando dor, cansaço e até complicações graves. 

Porém, muitas pessoas ignoram os primeiros sinais, acreditando ser apenas cansaço ou dor muscular comum. 

No entanto, entender as causas, reconhecer os sintomas e buscar tratamento precoce faz toda a diferença para evitar a progressão da doença.

Doença arterial periférica: como acontece o entupimento das artérias

A doença arterial periférica ocorre principalmente por causa da aterosclerose, um processo em que placas de gordura, colesterol e outras substâncias se acumulam na parede das artérias. 

Com o tempo, essas placas endurecem e estreitam os vasos, dificultando a passagem do sangue

Contudo, esse processo é lento e progressivo. A pessoa não sente nada no início. Mas quando a artéria já está significativamente comprometida, os sintomas aparecem, especialmente durante o esforço.

É comum que a dor surja sempre após a mesma distância percorrida. Isso acontece porque o músculo exige mais oxigênio ao caminhar e o sangue não consegue chegar na quantidade adequada. Essa dor típica recebe o nome de claudicação.

Alguns fatores aumentam bastante o risco desse quadro. Por exemplo:

  • Tabagismo;
  • Diabetes;
  • Pressão alta;
  • Colesterol elevado;
  • Vida sedentária,
  • Histórico familiar de doenças cardiovasculares.

Quanto mais fatores associados, maior a chance de progressão.

Sintomas que merecem atenção

O sintoma mais conhecido é a claudicação intermitente: dor ou queimação na panturrilha que melhora ao parar. Mas a doença pode evoluir.

Com o passar do tempo, podem surgir outros sinais:

  • Dor mesmo em repouso;
  • Sensação de frio nos pés;
  • Alteração na cor da pele;
  • Feridas que demoram a cicatrizar;
  • Unhas mais fracas,
  • Redução de pelos na perna.

Nos casos mais graves, pode ocorrer isquemia, quando o fluxo de sangue fica tão reduzido que os tecidos começam a sofrer. Nessa fase, o tratamento precisa ser rápido para evitar danos maiores.

Afinal, ignorar esses sinais pode transformar um quadro inicialmente controlável em algo mais complexo.

Por que alguns pacientes evoluem mais rápido?

A doença arterial periférica não aparece de forma isolada. Ela faz parte de um contexto de saúde vascular como um todo. 

O cigarro, por exemplo, agride diretamente a parede das artérias e acelera a formação das placas. O diabetes altera a qualidade dos vasos e aumenta o risco de complicações nos pés.

Além disso, colesterol alto, hipertensão, excesso de peso e idade acima dos 50 anos são fatores que contribuem para o avanço do entupimento das artérias.

Mas é importante lembrar que quem tem doença arterial periférica também pode ter maior risco de problemas cardíacos e cerebrais. Por isso, o acompanhamento deve ser cuidadoso e global.

Como é a avaliação

A consulta começa com uma conversa detalhada. Afinal, é essencial entender quando a dor aparece, quanto tempo dura e o que melhora.

Em seguida, avaliamos os pulsos das pernas e realizamos exames específicos. Um dos mais simples é o índice tornozelo-braquial, que compara a pressão do braço com a do tornozelo. Alterações nessas medidas sugerem obstrução.

O ultrassom Doppler é outro exame fundamental, pois ele permite visualizar o fluxo sanguíneo nas artérias em tempo real e identificar onde está o estreitamento. 

Em alguns casos, exames complementares são solicitados para definir a melhor estratégia de tratamento.

Enfim, diagnosticar cedo significa ampliar as possibilidades terapêuticas e evitar complicações como a isquemia crítica.

O tratamento para a doença arterial periférica nem sempre envolve cirurgia

O tratamento depende do estágio da doença e do impacto na vida do paciente. Em muitos casos, começamos com medidas clínicas.

Entre as principais estratégias estão, por exemplo:

  • Parar de fumar;
  • Controlar rigorosamente diabetes e pressão;
  • Ajustar colesterol;
  • Implementar programa regular de caminhada,
  • Uso de medicações específicas para circulação.

A caminhada orientada é parte do tratamento, pois ela ajuda a estimular a circulação e pode reduzir os sintomas de claudicação ao longo do tempo.

Quando as obstruções são mais importantes ou há risco de complicações, pode ser indicada a cirurgia endovascular. 

Esse procedimento é menos invasivo, feito por cateter, com o objetivo de desobstruir a artéria por dentro e restabelecer o fluxo sanguíneo.

A decisão é sempre individualizada, considerando sintomas, exames e condições clínicas.

É possível prevenir?

Sim e esse é um ponto fundamental. É possível retardar a doença arterial periférica e até evitá-la em muitos casos com controle adequado dos fatores de risco.

Parar de fumar é a medida mais impactante. Controlar colesterol, pressão e glicemia também protege diretamente as artérias. Além disso, alimentação equilibrada e atividade física regular ajudam a manter os vasos mais saudáveis.

A prevenção não exige medidas radicais, mas constância. Pequenas escolhas diárias influenciam diretamente na saúde vascular a longo prazo.

Doença arterial periférica: um cuidado que vai além da perna

A doença arterial periférica não é apenas “uma dor ao caminhar”. É um sinal de que o sistema circulatório precisa de atenção.

Eu sou a Dra. Carolina Lourenço, cirurgiã vascular, angiologista e especialista em cirurgia endovascular e acredito em um atendimento claro, individualizado e baseado em evidências, mas também acolhedor. 

No Instituto IMJR, em São Paulo, realizo avaliação completa, incluindo ultrassom Doppler na própria consulta, para que o paciente já saia com um direcionamento preciso.

Meu objetivo é preservar sua mobilidade, sua autonomia e sua qualidade de vida.

Por isso, se você perceber dor ao caminhar, se tem fatores de risco ou quer avaliar sua circulação, não adie!

Entre em contato com a clínica e agende sua consulta. Afinal de contas, cuidar da sua saúde vascular hoje é investir no seu bem-estar amanhã!

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